domingo, 23 de outubro de 2016

A vida tinha que continuar

Terminada a escola primária"aos onze anos"e tal como já contei;não foi aceite a bolsa de estudos pelos meus pais.
Apesar da minha tenra idade e do meu tamanho,tive que ir trabalhar nos campos onde aprendi todos os trabalhos.Desde as mondas,à apanha da azeitona,da bolota,do sargaço e estevas e do trabalho na horta onde aprendi a cultivar todos os legumes e hortaliças.Era tão pequena que as mulheres tinham pena de mim e não me deixavam fazer os trabalhos mais esforçados.
O meu irmão Inácio teve que ir com seis anos apenas"guardar perus no Monte Alto onde comia e dormia.
Imagine-se as condições de dormida para os empregados nos montes das herdades.
Colchões não existiam,dormiam em esteiras de buínho,cobertos com sacas do trigo e por vezes no meio da palha perto dos animais para sentirem menos frio.
Ganhava 15 escudos por mês e a comida.Por vezes davam lenha para a minha mãe fazer a comida e nos aquecermos no inverno.
O último trabalho que aprendi no campo foi a ceifar.
Tinha 14 anos e fui fazer os 15 no meio das searas de trigo,aveia e centeio.
Ficámos no monte da Represa durante o tempo da ceifa.Os meus pais eu e os meus irmãos,mas só o Inácio é que foi também aprender a ceifar.
O meu pai encomendou uma ovelha para termos uma alimentação mais forte e resistirmos ao esforço.
Depois o meu irmão voltou para o trabalho rural e eu fui com o meu pai ceifar uma seara que ele tinha tomado de empreitada.
Depois ainda fui trabalhar uns dias na ceifa em Évora-Monte.Quis o destino que ficasse a pernoitar em casa dos pais do rapaz que viria a ser meu namorado durante seis anos e meio.
"Ainda morávamos em São Bento do Ameixial,e só depois fomos morar para o monte da Amendoeira em Évora-Monte,onde o meu pai arranjou trabalho como moleiro na moagem perto do monte."
Ele andava a guardar porcos perto do monte onde eu morava,mas não podíamos conversar nunca,porque naquele tempo não ficava bem as raparigas falarem com os rapazes para não serem difamadas..."O que ficava muito mal".
Pensando hoje na maneira como nos começámos a namorar,acho engraçado.
E comparando com os tempos modernos ainda se torna mais engraçado.
Quando vínhamos do trabalho aos sábados,parávamos numa mercearia para fazer as compras da semana e era aí que ele parava para beber um copito com os amigos.
Soube que estava interessado em mim,quando próximo da Páscoa,ele me mandou "por um dos meus irmãos"uma caixa com amêndoas e um bilhete a pedir-me namoro.
No domingo de ramos havia a festa de Santa Margarida ao lado das muralhas e faziam um arraial à tarde.
Foi aí que ele se aproximou de mim e perguntou qual a minha resposta.No dia 18 de Abril de 1963,nunca mais esqueci esse dia.
Depois o meu pai veio a saber do interesse dele e aprovou o namoro antes que eu lhe pedisse ou sem saber se eu estava interessada no rapaz.
Quando ele soube arranjou logo maneira de me dizer para eu falar com o meu pai a confirmar se podia namorar com autorização e à janela de casa.

Foi assim que me prendi a um homem na minha adolescência imatura e ingénua.

Muito mais há para contar,por hoje fico por aqui.
Arlete Anjos
24/10/2016

sábado, 22 de outubro de 2016

Tantas coisas para contar

Quando tinha cinco anos,éramos seis.Os meus pais,eu e três irmãos.

O Inácio com seis anos,eu tinha cinco,o meu irmão Almiro com três anos e o António com pouco mais de um ano.
O meu pai sempre foi uma pessoa instável,trabalhava como moleiro e tinha o gosto pela vida nómada.
Pouco parava num emprego e mostrou-se sempre um homem revoltado e que não gostava de ser contrariado.
Tornava-se agressivo com os que mais amava e tratava mal a todos.
As pessoas repudiavam-no por isso incitando com essas atitudes,uma maior revolta na personalidade conturbada dele.
Com a vida complicada do campo e a pobreza que se vivia naquela época,tudo contribuía para o mal estar familiar.
Então o meu pai quis afastar-se da aldeia onde morávamos e levar a família com ele divagando por esse país como nómadas de terra em terra a amolar tesouras e facas,sem rumo certo na vida para nenhum de nós.
A minha mãe não aceitou essa condição,e então aconteceu.
Depois de mais um acto de violência doméstica,o meu pai deixou-nos e foi embora por três anos,sem dar notícias.

Quando voltou ainda estávamos na mesma casa,graças a Deus não morremos de fome,porque havia sempre almas caridosas que ajudavam a minha mãe com alimentos e alguns arranjos de costura que ela ia fazendo,além do trabalho no campo que nunca faltou.

Recebia nessa altura 100 escudos mensais da misericórdia de Estremoz e assim vivemos com menos dificuldades durante esses anos.

O meu pai voltou uma noite e quando nós o vimos nem já o conhecíamos,mas o medo nunca foi esquecido.

Apesar disso ficámos contentes com o regresso dele.
Mas a minha mãe foi censurada pela família e por aquelas pessoas que repartiam com ela e deixaram de o fazer por ela receber o meu pai de volta e sujeitar-se a ser de novo maltratada.

Ela não se importou,era o marido dela e o pai dos filhos.Por isso o aceitou,mas não foi fácil enfrentar as críticas das irmãs e dos pais,nem das pessoas que conheciam a vida da minha mãe de perto.


Foi dramático quando voltei a ver o meu pai bater na minha mãe e ela ficar grávida de novo.Mesmo assim ele não evitava de lhe bater sempre que lhe dava vontade.


Mais um triste texto da minha vida atribulada,que eu não escolhi nem nunca me agradou conhecer.


Arlete Anjos

24/10/2016
Foi assim que tudo começou

O site das vidas passadas diz que já fui aristocrata.
Um dia a vida quis que eu viesse a este mundo sem sentido.
À medida que vai passando o tempo, eu vou criando as minhas idéias mais completas sobre esta vida, que me foi imposta desde o primeiro dia,sem ter sequer a liberdade de escolher o que tivesse vontade de fazer,ou,por vezes até dizer.
Nasci no meio de gente humilde sem pedir para nascer e qual o modo de vida que mais se adequava à minha maneira de ser.
Sempre fui manipulada pelo destino;Se é que essa palavra se pode aplicar ao que a vida sempre me deu!
Nasci num dia de Primavera,indicio de ser feliz,mas essa felicidade foi sempre efêmera.
Se bem me lembro,os meus pais eram pessoas simples,mas muito complicadas.Também por causa dos preconceitos sociais.O medo do diz-se,diz-se.Das recriminações alheias,dos olhares críticos da vizinhança.etc,etc...
Sempre vivi no meio dessa sociedade mórbida e mesquinha,que tudo censura e a quem tudo serve para se meter na vida alheia.
Era muito envergonhada quando criança,mal falavam comigo e eu tinha até medo de levantar a cabeça e respon dia sempre com acenos ou monossílabos.
Fui para a escola primária com sete anos e uns meses,tinha bom aproveitamento escolar e até nos trabalhos manuais era fácil de ensinar e aprendia tudo muito bem.
Fiz apenas a 4ª classe ao fim de quatro anos e com tão bom aproveitamento,que quiseram oferecer-me uma bolsa de estudo.
Mas teria de vir para Lisboa com o professor e ficar a viver em casa dele e só iria ver os meus pais e irmãos quando tivesse férias.
O meu pai,sendo um homem rude,tinha sentimentos e era apegado à família,embora não parecesse,pela sua forma brusca de tratar os filhos e a mulher.
Depois com a desculpa de precisar ajudar a minha mãe,foi recusado esse benefício,que teria sido a razão do meu viver mais tranquilo e com uma boa formação social,com hipóteses de realizar os meus sonhos mais simples e hoje ser alguém menos frustrada.

Até 1958 aconteceu assim alguma parte da minha vida.

Arlete Anjos
23/10/2016
Preconceitos

São preconceitos exagerados,quando se diz que as mulheres não devem conversar com os homens porque fica mal.
Porque..."O que é que as outras pessoas vão dizer".
Porque..."tu ficas a ser olhada e falada como uma mulher de má reputação".
Porque..."Não gosto que os homens olhem para ti,porque tu és minha".
Porque"Tu falas e pensam logo que estás a oferecer-te para fazer sexo"
Porque...Tu não sabes que os teus maiores problemas são;
1º Complexos de inferioridade a todos os niveis.
2º Egocentrismo exacerbado de alguém que se acha com poder para controlar a mente e as acções de outra pessoa e não deixa que ela pense pela sua cabeça.
3º Manipulação de tempo e mau feitio aliados ao sentimento de culpa de quem nunca reconhece os seus próprios erros.
4º Ciúme infundado sem qualquer direitos de posse da pessoa de quem tens ciúmes.
5º Não aceitas a idéia de ser traído por alguém,mas sempre traíste.
6º Atribuis todas as culpas de traição às redes sociais,mas tu sempre foste um traidor sem nunca as teres utilizado.
7º Todas as culpas que tens na tua mente são atribuídas a outra pessoa que ouse contestar algo errado que tu faças.
8º O maior sentimento de culpa é não assumir os seus próprios erros...e isso é o que tu fazes sempre que te acusam de algo com justificação.
9º Acusar é o teu método de defesa"Quando não tens como te defender".
10ºA tua liberdade começa onde acaba a minha...Mas tu não aceitas essa regra e repudias qualquer argumentação.

És uma pessoa preconceituosa.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Chás para impotência

Hoje iremos dar uma ótima dica de remédio caseiro à base de ervas. Trata-se de um chá para impotência sexual masculina. Esse problema não só tem cura como é bem fácil tratá-lo. A receita é bem simples, e leva alecrim, chapéu de couro e catuaba. 



É possível que todos esses ingredientes você encontre em um supermercado. No máximo você terá que ir à farmácia ou em uma loja especializada em plantas medicinais. O tratamento caseiro e natural só traz benefícios ao corpo inteiro.

Quem sofre do problema apela para muitas coisas, pois há até simpatias que dizem que curam. Para um homem ser considerado impotente, ele deve sofrer de disfunção erétil permanente. Há muita confusão sobre esse assunto, e muitas vezes o termo é usado erroneamente. Há outras causas para a incapacidade de ereção, como a falta de desejo. 


Ejaculação precoce ou retardada também não se enquadram no problema. Sendo assim, o termo "impotência sexual" foi substituído na literatura médica por disfunção erétil. As principais causas do problema são de fatores emocionais. 


chá medicinal

Estima-se que 70% dos homens que sofrem o problema são por causa desses fatores. Os outros 30% apresentam o problema devido a disfunções orgânicas, que podem ser das mais variadas formas. Além de tudo, é muito difícil para que o homem que sofre da disfunção procure ajuda. 

Normalmente só acontece por influência da sua parceira. O relacionamento acaba ficando em jogo, já que muitas mulheres suspeitam que seu parceiro esteja lhes traindo, por isso a falta de disposição/desejo. Mas é necessário sempre procurar o médico em qualquer alteração erétil do pênis.

Enfim a receita

Para que o remédio surta um ótimo efeito, e também para potencializar o resultado, recomendamos uma mudança de hábito. Pratique exercícios físicos, como uma corrida ou aeróbica, e consuma bastante água. Uma alimentação mais rica, sobretudo com frutas e verduras também lhe ajudarão a melhorar o desempenho sexual. Vamos à receita:


Ingredientes:

100 gramas de alecrim
100 gramas de chapéu de couro
100 gramas de catuaba
Borragem (Borago officinalis L.)

plantas que curamO corpo perde peso com a ajuda da borragem pelo fato dela eliminar as toxinas presentes no organismo. 

Além disso, a planta faz com que nosso corpo produza e elimine líquidos rapidamente, como a urina e o suor. 

A planta alivia sintomas de estresse e depressão - como ansiedade e irritabilidade -, além de fortalecer as funções cardíacas, melhorar constipações, problemas renais, tosse e reumatismo. 

A borragem em forma de compressa é um excelente remédio para tratar inchaço. Suas folhas também são muito utilizadas na culinária, no preparo de saladas, queijos e vegetais. 

Além de ser um aromatizante muito utilizado em sopas, bebidas e molhos.

CONTRAINDICAÇÕES: Gestantes e mulheres em fase de amamentação correm risco no consumo do chá.

Ingredientes:

1/2 colher (sopa) folhas de borragem (frescas ou secas) picadas
2 xícaras (chá) de água fervente

Modo de preparo
Coloque as folhas da borragem em uma panela vazia. Despeje a água fervente na panela e tampe. Deixe abafado por cerca de 10 minutos. Depois, coe e tome 1 xícara do chá a cada 8 horas.

Porangaba (Cordia salicifolia)

perder quilos
Esse excelente diurético também é chamado de chá-de-bugre, cafezinho, chá-de-frade, café-do-mato, embora haja confusão entre espécies diferentes. 

Sabe-se que há duas plantas no Brasil conhecidas como porangaba. 
Cabelo-de-milho (Zea Mays L.)

chá para emagrecer
Não é uma erva, ou mesmo uma planta, mas possui um alto poder de acabar com os líquidos retidos na bexiga, justo os que nos dão a impressão de estarmos com uns quilos a mais. 

O cabelo-de-milho combate a retenção de líquidos, inflamações, cálculos na bexiga, febre, distúrbios cardíacos, inchaços nas pernas durante a gravidez e cálculos renais. 

Para utilizá-lo, basta secar ao sol, e guardar em um pote de vidro bem tampado.

CONTRAINDICAÇÕES: Pessoas com dificuldade de urinar devido a inflamações na próstata devem evitar o uso.

Ingredientes:
1 e 1/2 colher (sopa) de cabelo-de-milho
1/2 litro d'água


Modo de preparo
Ferver o cabelo-de-milho na água. Em seguida, espere amornar, coe e beba uma xícara a cada 12 horas.



Capim Limão (Cymbopogon citratus)
ervas emagrecedoras

A erva dificulta a absorvição da gordura porque acelera o metabolismo e elimina as reservas de gordura. 

É possível perder muitos quilos rapidamente desde que se alinhe com uma boa alimentação e a prática regular de exercícios.

Ingredientes:

1 litro de água
1 colher (sopa) de capim limão (ou 4 sachês)


Modo de preparo
Ferva a água e depois adicione a erva. Abafe durante 10 minutos e coe. Pode tomar quente ou frio. Beba meia hora antes do café, do almoço e da janta. Consuma em no máximo 24 horas.
O chá feito dessa planta evita a formação de depósito de gordura nas células. Diminui celulite, inchaços nas pernas, estimula a circulação, reduz o apetite e evita a tosse. A planta elimina as toxinas presentes no corpo e ajuda no processo de diurese. 

CONTRAINDICAÇÕES: Crianças, idosos e pessoas que sofrem de problemas cardíacos devem evitar ingerir a planta.


Ingredientes:
2 colheres (sopa) de folhas secas de porangaba
1 litro de água

Modo de preparo
Ferva as 2 colheres de folhas secas de porangaba no litro de água. Tampe e deixe amornar. 

Coe e beba 1 xícara a cada 5 horas. Tome o chá durante uma semana, e interrompa por duas semanas, voltando a consumir em seguida. Caso esteja fazendo alguma dieta, consulte um nutricionista.

A tua vida passada foi: Eras uma camponesa num belo reino pacífico e harmonioso.

Um dia, encontraste, à beira de um charco, um lindo sapo verde fluorescente com manchas amarelas, que certamente iria causar forte impressão junto do teu círculo de amigos. Por isso, converteste o sapo em animal de estimação e tentaste alimentá-lo com moscas, 
varejeiras e minhocas, mas o animal recusava-se a consumir tais alimentos.

Preocupada, chamaste o veterinário, mas este não conseguiu encontrar no bicho qualquer doença.

Vendo o pobre animal à beira do seu último suspiro, resolveste despedir-te dele com um beijo. Foi então que o sapo, por entre vapores de estrelas, se transformou num belo príncipe.

O príncipe contou-te o seu infortúnio. Tinha sido vítima de um golpe de estado. Um feiticeiro ardiloso reduzira-o a uma condição anfíbia e usurpara-lhe o palácio, o carro, o telemóvel, a conta bancária e o reino.

Decidida a por fim a esta injusta situação, reuniste os teus colegas camponeses, dos quais eras delegada sindical e, juntos, preparam uma revolução contra o feiticeiro. Armaram-se de enxadas e forquilhas e marcharam contra o castelo.

O feiticeiro, apercebendo-se de que a sua magia não era suficientemente poderosa para o salvar de um tão grande mar de gente, transferiu o dinheiro para uma conta no estrangeiro e fugiu para um paraíso fiscal, onde viveu até ao resto dos seus dias em ociosidade.

Tu casaste com o príncipe que, nessa altura, devido aos desfalques financeiros do feiticeiro, estava falido. Através de uma política económica inteligente e de um controlo do deficit cuidadoso conseguiram, após vários anos, recuperar a prosperidade reino e ser felizes.